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	<title>Artes manuais &#8211; Studio</title>
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		<title>10 Dicas de desenhos realistas para iniciantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2019 18:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes manuais]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quer aprender a desenhar mas não sabe por onde começar? Confira abaixo 10 dicas básicas que irão te ajudar! 1&#8211; O primeiro e mais importante passo é a paciência e determinação. É preciso saber que não irá melhorar milagrosamente de um dia para o outro, é preciso treinar, analisar os detalhes que podem ser melhorados ... <a title="10 Dicas de desenhos realistas para iniciantes" class="read-more" href="https://www.studio8a.pt/10-dicas-de-desenhos-realistas-para-iniciantes/" aria-label="Mais sobre 10 Dicas de desenhos realistas para iniciantes">Ler mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2>Quer aprender a desenhar mas não sabe  por onde começar? Confira abaixo 10 dicas básicas que irão te ajudar!</h2>



<p><strong>1</strong>&#8211; O primeiro e mais importante passo é a paciência e determinação. É preciso saber que não irá melhorar milagrosamente de um dia para o outro, é preciso treinar, analisar os detalhes que podem ser melhorados a cada trabalho feito, e assim, com o tempo e prática sua habilidade irá aumentar.</p>



<p><strong>2</strong>&#8211; Use imagens de referência. Você pode tanto desenhar a mesma imagem escolhida, como pode apenas utilizar alguma foto de base para proporções e sombreamento, e modificar como quiser no papel para que fique da maneira desejada.</p>



<p><strong>3</strong>&#8211; Faça traços leves. Um erro muito comum é fazer traços fortes, pressionando o lápis, e isso faz com que a folha fique marcada e que seja difícil apagar ou corrigir sem deixar manchas, além de perder a naturalidade do desenho. Vá construindo cada linha por partes, com suavidade e leveza nas mãos e nos movimentos.</p>



<p><strong>4</strong>&#8211; Comece com o que tem. Se engana quem pensa que é impossível desenhar sem mil e um materiais profissionais. É claro que cada material possui sua função e auxilia nos detalhes e acabamentos, mas para começar e treinar não precisa ter tudo de uma vez. O mais importante é ter pelo menos um lápis claro e um lápis escuro para os contrastes, e para substituir o esfuminho, você pode utilizar algodão. Pegue um pedaço do tamanho que desejar e torça-o de forma que fique com uma extremidade firme para passar pelo desenho. </p>



<p><strong>5</strong>&#8211; Já que mencionamos os materiais anteriormente, saber o básico dos lápis ajudará na hora de adquirí-los.<br> Há os lápis do tipo <strong>H</strong> (<strong>H, 2H, 3H, 4H, 5H, 6H</strong>) que, quanto maior sua numeração, mais claro e mais duro é o grafite. Há o <strong>HB</strong> e o <strong>F</strong> que são um meio termo, e há os do tipo <strong>B</strong> (<strong>B1, B2, B3, B4, B5, B6, B7, B8, B9</strong>) que, quanto maior o número, mais escuro e mais macio é o grafite.</p>



<p><strong>6</strong>&#8211; Conte com a ajuda dos lápis de cor preto e branco. Você pode utilizar o lápis preto para fazer as pupilas por exemplo, e o lápis branco, por mais que seja mais útil em desenhos coloridos, você ainda pode usar para dar brilho nos olhos ou acessórios que forem mais lisos e brilhosos, basta soltar sua imaginação e ver o que se adapta ao seu estilo de desenho.</p>



<p><strong>7</strong>&#8211; Para fazer traços finos e detalhes menores, mantenha o lápis sempre apontado, pois assim terá melhor precisão e acabamento. </p>



<p><strong>8</strong>&#8211; Procure manter sempre um pedaço de papel ou um guardanapo embaixo da mão para apoiar enquanto estiver desenhando. Isso evitará que o atrito entre a mão e o desenho manche a folha ou enfraqueça o grafite.</p>



<p><strong>9</strong>&#8211; Cuidado com os contornos na hora de sombrear. Em um desenho realista as margens não podem ser muito marcadas, sempre esfume o quanto for possível, pois uma linha muito reta e marcada irá tirar a naturalidade que espera-se do realismo. </p>



<p><strong>10</strong>&#8211; Exercite sua visão. Observe mais os rostos e traços das pessoas, os trajes, texturas, seja na rua ou em imagens, observe os detalhes, os formatos, os contornos. Com o tempo isso o ajudará a visualizar melhor as proporções e acabamentos em seu desenho.</p>



<p></p>
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		<title>Os Instrumentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Oct 2017 13:04:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes manuais]]></category>
		<category><![CDATA[Musica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os intrumentos musicais populares portugueses,pertencem à tradição organológica europeia, e para a sua descrição seguimos a classificação de C. Sachs e Hornbostel, que agrupa todas as espécies existentes em quatro categorias, conforme a natureza do elemento vibratório. Idiofones &#8211; quando o elemento vibratório é o próprio corpo do instrumento que é constituido por materiais mais ... <a title="Os Instrumentos" class="read-more" href="https://www.studio8a.pt/os-instrumentos/" aria-label="Mais sobre Os Instrumentos">Ler mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os <a href="https://www.studio8a.pt/instrumentos-musicais-tradicionais-portugueses/">intrumentos musicais populares portugueses</a>,pertencem à tradição organológica europeia, e para a sua descrição seguimos a classificação de C. Sachs e Hornbostel, que agrupa todas as espécies existentes em quatro categorias, conforme a natureza do elemento vibratório.</p>
<p><strong>Idiofones</strong> &#8211; quando o elemento vibratório é o próprio corpo do instrumento que é constituido por materiais mais ou menos vibráteis independentemente da sua tensão.</p>
<p><strong>Membranofones</strong> &#8211; quando esse elemento é uma membrana retesada</p>
<p><strong>Cordofones</strong> &#8211; quando ele é uma corda esticada</p>
<p><strong>Aerofones</strong> &#8211; quando ele é o ar accionado de modo especial pelo instrumento</p>
<h2>Cordofones</h2>
<h3>VIOLA BRAGUESA</h3>
<p>Com 5 ordens de cordas duplas metálicas. Tem a abertura central em forma de boca de raia. É tocada de rasgado, isto é, correndo todas as cordas ao mesmo tempo, ora com cinco dedos todos juntos, ou só com o polegar e o indicador. Mas os bons tocadores, ao mesmo tempo que tocam de rasgado, destacam sobre as primeiras cordas, mais agudas, a linha do canto.</p>
<h3>VIOLA AMARANTINA</h3>
<p>É muito semelhante à viola braguesa, mas tem a boca em forma de dois coraçoes .</p>
<h3>VIOLA TOEIRA</h3>
<p>É hoje uma espécie já completamente extinta, semelhante à viola braguesa em dimensões. Tem a abertura central sempre em forma oval deitada. Tem no entanto doze cordas, organizadas também em cinco ordens. As três primeiras duplas, e as duas últimas triplas.</p>
<h2>VIOLA BEIROA</h2>
<p>É um instrumento muito ornamentado. Além das cinco ordens de cordas, tem duas cordas mais agudas e presas a um cravelhal suplementar junto da caixa, e que eram sempre tocadas sem serem pisadas.</p>
<h3>VIOLA CAMPANIÇA</h3>
<p>É a maior das violas portuguesas. De enfranque muito pronunciado, tem também cinco ordens de cordas. As três primeiras duplas e as duas últimas triplas. É tocada de dedilho apenas com o dedo polegar.</p>
<h3>VIOLA DE ARAME OU DA TERRA</h3>
<p>São semelhantes à viola braguesa, mas de boca redonda na Madeira, e nos Açores com duas formas distintas. A de tipo micaelense com a boca em forma de dois corações, e a terceirense com a boca redonda.</p>
<h3>CAVAQUINHO</h3>
<p>Da família da viola, mas de forma muito mais reduzida. Tem quatro ordens de cordas simples. Toca-se de rasgado.</p>
<h3>BRAGUINHA</h3>
<p>É um tipo de cavaquinho da ilha da Madeira. É tocado de rasgado pelos grupos de bailhos que existem em algumas zonas rurais da ilha. Na cidade do Funchal aparecia integrado em tunas, dedilhado com uma palheta. Este instrumento terá sido levado para o Hawai nos fins do século passado por emigrantes madeirenses tornando-se aí um instrumento muito popular com o nome de Ukulele.</p>
<h3>RABECA CHULEIRA</h3>
<p>Espécie de violino, mas de braço muito curto e escala muito aguda, afinando urna oitava acima do violino.</p>
<h3>GUITARRA</h3>
<p>A guitarra portuguesa é um instrumento de grande importancia na música tradicional. De corpo piriforme tem seis ordens duplas, e é tocado com uma técnica especial em que o tocador usa unhas postiças para poder tirar melhor sonoridade do instrumento. VIOLÃO &#8211; Com seis ordens de cordas simples serve de acompanhamento à guitarra portuguesa, ou à viola nos grupos das rusgas e chulas minhotas.</p>
<h3>RAJÃO</h3>
<p>É um instrumento também madeirense que toca juntamente com a braguinha. Tem um tamanho intermédio entre cavaquinho e a viola. Tem cinco ordens de cordas simples. É um instrumento acompanhador.</p>
<h2>Aerofones</h2>
<h3>GAITA DE FOLES</h3>
<p>É um aerofone composto por dois tubos ligados a um saco feito de pele de cabrito. Um dos tubos é cilíndrico e composto por três secções tendo na extremidade uma palheta simples de cana, produzindo sempre a mesma nota. É o chamado bordão ou roncão. O outro tubo mais pequeno é de secção cónica com oito orifícios, de palheta dupla e toca a melodia. O fole cheio de ar através de um outro pequeno tubo munido de uma válvula, é pressionado pelo braço o tocador, obrigando o ar a sair, pondo as palhetas a vibrar.</p>
<h3>FLAUTAS</h3>
<p>Existem dois tipos de flautas: flauta de bisel de corpo cilíndrico ou ligeiramente cónico e com três furos; a flauta travessa geralmente feita de cana na faixa ocidental do país no Minho, Estremadura e Algarve, e de sabugueiro no interior, nomeadamente na Beira Baixa. Tem seis furos além do insuflador.</p>
<h3>CONCERTINA</h3>
<p>É um aerofone de palhetas livres que são accionadas por meio de um fole que une os dois teclados.</p>
<h3>PALHETA</h3>
<p>É um instrumento de palheta dupla, tipo oboé. O tubo melódico tem cinco orifícios, e termina em forma de campanula.</p>
<h2>Membranofones</h2>
<p>Os tambores portugueses são de um tipo comum. Bimembranofones de caixa de ressonância cilíndrica, e de peles tensas por meio de cordas ou parafusos que apoiados em aros esticam uniformemente as duas peles.</p>
<h3>CAIXA</h3>
<p>É tocada com duas baquetas em posição horizontal. Sobre a pele inferior tem geralmente um ou mais bordões, ge</p>
<p>almente feitos de tripa.</p>
<h3>BOMBO</h3>
<p>Pode ter até cerca de oitenta centímetros de diâmetro. São tocados na vertical, geralmente só numa das peles com uma masseta. Não têm bordões nas peles o que Ihes dá uma sonoridade profunda.</p>
<h3>TAMBORIL</h3>
<p>O tamboril caracteriza-se pelo fuste cilíndrico alongado, e pela existência de bordões em ambas as peles. Tocando juntamente com a flauta, e percutido por uma só baqueta.</p>
<h3>ADUFE</h3>
<p>Bimembranofone de forma quadrangular. As peles são cosidas entre si, e no seu interior são colocadas sementes, grãos de milho ou pequenas soalhas, a fim de enriquecer a sonoridade.</p>
<h3>SARRONCA</h3>
<p>É um membranofone de fricção composto de um reservatório, geralmente uma bilha, que serve de caixa de ressonância, cuja boca é tapada com uma pele esticada que vibra quando se fricciona um pequeno pau ou cana preso por uma das pontas no seu centro.</p>
<h2>Idiofones</h2>
<p>Juntamente com estes instrumentos mais importantes existem outros, geralmente idiofones que têm funções diversas, e que são divididos nas seguintes categorias: Instrumentos para marcar o ritmo e acompanhar a dança CASTANHOLAS, FERRINHOS, BILHA COM ABANO, REOUE-REQUE.</p>
<p>&#8211; Instrumentos da Semana Santa, Carnaval, Serração da Velha, etc.</p>
<p>MATRACAS, ZACLITRACS</p>
<p>&#8211; Instrumentos próprios de certas profissões e modos de vida, para avisar por exemplo o começo de determinados trabalhos</p>
<p>GAITA DE AMOLADOR, CORNETAS, ASSOBIOS DE CAÇA, CORNOS, BÚZIOS</p>
<p>&#8211; Instrumentos de passatempo individual</p>
<p>OCARINA, HARMÓNICA DE BOCA ,GAITAS DE PALHAS</p>
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		<title>Instrumentos musicais tradicionais portugueses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Oct 2017 12:51:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes manuais]]></category>
		<category><![CDATA[Musica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns deles, hoje esquecidos, esperam uma nova consciência do seu papel na vida das comunidades que os utilizavam, outros, irremediavelmente mortos, não deixam de ser testemunho de uma realidade feita de alegrias e tristezas dos grandes dias de festa ou do simples e duro dia a dia. Reflexo de uma sociedade eminentemente rural, hoje em ... <a title="Instrumentos musicais tradicionais portugueses" class="read-more" href="https://www.studio8a.pt/instrumentos-musicais-tradicionais-portugueses/" aria-label="Mais sobre Instrumentos musicais tradicionais portugueses">Ler mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns deles, hoje esquecidos, esperam uma nova consciência do seu papel na vida das comunidades que os utilizavam, outros, irremediavelmente mortos, não deixam de ser testemunho de uma realidade feita de alegrias e tristezas dos grandes dias de festa ou do simples e duro dia a dia. Reflexo de uma sociedade eminentemente rural, hoje em grande transformação, estes objetos serão peças de museu.</p>
<p>Mas de um museu vivo onde eles possam continuar a contar a sua história, e onde os nossos jovens que crescem num mundo de referências musicais cada vez mais europeizadas possam enriquecer essas referências com algo da sua própria cultura, tornando este espaço europeu cada vez mais diferente.</p>
<blockquote><p>&#8230; Quem tocará ainda a bandurra beiroa e a viola campaniça, desaparecidos o tio Manuel Moreira, de Penha Garcia, e o Jorge Caranova de Santa Vitória?&#8230; E quando se for o Virgilio Cristal, quem ficará para tocar o deslumbrante tamboril e flauta em terras mirandesas?&#8230; E bom, é mau? E a lei dos tempos para lá do bom e do mau&#8230; e quando as alvíssaras da Páscoa ou as alvoradas dessas bárbaras festas transmontanas forem feitas por um altifalante instalado numa furgoneta que atroa os ares com a última canção duma vedeta da rádio, o mundo terá certamente perdido uma grande riqueza &#8211; ou melhor: a riqueza do mundo valerá muito menos a pena ser vivida. &#8211; Ernesto Veiga de Oliveira</p></blockquote>
<p>Essa procura, em paralelo com as capacidades de modulação da voz e de percussão do corpo, tem levado ao aperfeiçoamento de objectos sonoros. Uma cana de bambu, uma pele ou uma corda esticada, criaram os primeiros instrumentos musicais. O seu uso teve um papel de tal maneira importante na história das civilizações que a sua invenção tem sido, em várias culturas atribuída aos deuses. Objectos de mitos e também de rituais o seu som representa a voz dos antepassados. Mas é também através deles que os homens encontram um meio de mostrar a sua alegria e a sua tristeza, o seu amor e o seu odio.</p>
<p>Eles são testemunhos não só de usos e crenças e dos símbolos aos quais estão associados, mas também dos feitos históricos, dos universos culturais e das invenções tecnológicas. E como objectos de arte, da época e do meio social onde são produzidos. Por isso, conhecermos de perto estes objectos é conhecermos também um pouco a história do nosso povo, das regiões onde habita, dos seus hábitos de festa, de religião, de trabalho, da diversidade das suas <strong>formas culturais e artísticas já que os instrumentos musicais</strong> são, com nos diz Alessandro Sistri:</p>
<blockquote><p>&#8220;&#8230; Documentos complexos que nos ajudam a conhecer diferentes aspectos da cultura a que pertencem, por serem objectos síntese do sistema expressivo sonoro-musical e do sistema simbólico-material, em que as funções sonora, simbólica e estética interagem e as componentes decorativas, iconográficas e plásticas dão sentido mágico ao instrumento&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p>Portugal forma-se com Nação num território culturalmente abrangido pela Península Ibérica. A este espaço confluem vários povos e culturas que até ao séc. XVI se vão influenciar mutuamente, conservando particularidades que Ihe são próprias e criando por isso aspectos muito ricos, nomeadamente no campo da música e dos instrumentos musicais. Neste aspecto tem particular importancia a ocupação árabe. Os seus músicos alcançaram grande prestígio e alguns dos seus instrumentos foram rapidamente copiados e utilizados pelos músicos cristãos. Alguns deles chegam até aos nossos dias mantendo o nome árabe como por exemplo o adufe. Os materiais usados na feitura dos instrumentos são também reveladores das actividades quotidianas dos seus proprietários. Instrumentos feitos com peles de animais como por exemplo a gaita de foles, o adufe e a sarronca são de carácter pastoril aparecendo por isso nas regiões do país onde essa actividade é predominante.</p>
<p>Na verdade a caracterização geográfica do País está intimamente ligada à distribuição das formas instrumentais. Ernesto Veiga de Oliveira apoia-se na divisão que Orlando Ribeiro faz em Portugal Atlântico, Transmontano e Mediterrâneo. &#8220;&#8230; Sob o ponto de vista paisagístico e cultural especial e muito geral, distinguiremos em Portugal, ao norte do Tejo duas áreas fundamentais por um lado, as terras do planalto alto e leste transmontano e beirão, marcadamente arcaizantes e pastoris, fechadas em si mesmas até épocas muito próximas, na vastidão de um horizonte severo e áspero, e onde formas de vida extremamente antigas eram (e são ainda em muitos casos) a atmosfera quotidiana; por outro lado, as terras baixas a ocidente da barreira central, do Minho ao Tejo, populosas, conviventes, intensamente humanizadas, abertas a todas as influências e naturalmente impelidas para fórmulas mais progressivas, embora imersas ainda em inúmeros sectores culturais, no seu ambiente tradicional. O Alentejo, sob certos aspectos, prolonga a sul, o panorama pastoril do planalto; a cultura regional reflecte uma personalidade original muito forte, e é também acentuadamente tradicional, mas a marca do espaço é ali mais sensível do que a do tempo. E no Algarve, por seu turno, inversamente, condições paralelas às que apontamos nessas regiões nortenhas ocidentais estão na base de um ambiente que sob certos aspectos, se assemelha ao dessas terras&#8230;&#8221;</p>
<h3>MINHO</h3>
<p>No Minho os instrumentos mais importantes são os conjuntos instrumentais das RUSGAS, da CHULA, e também dos ZÉS-PEREIRAS.</p>
<h3>TRÁS-OS-MONTES</h3>
<p>Em Trás-os-Montes, além dos conjuntos instrumentais do GAlTElRO e TAMBORlLElRO,tem também importância o PANDEIRO, membranofone de forma quadrangular, geralmente tocado pelas mulheres a acompanhar todo o género de cantares de festa.</p>
<h3>BEIRA LITORAL</h3>
<p>Também nesta região, além dos conjunto instrumental dos ZÉS-PEREIRAS e do FADO, teve particular importancia a VIOLA TOEIRA nomeadamente na região de Coimbra, onde hoje infelizmente já não existe nenhum tocador.</p>
<h3>BEIRAS INTERIORES</h3>
<p>Sobretudo na Beira-Baixa, o ADUFE é o instrumento mais importante da região. Ele é aí tocado com grande maestria, imaginação e paixão, tanto em festas profanas como religiosas, alvíssaras da Páscoa e Romarias. A FLAUTA TRAVESSA e a PALHETA são passatempo individual de pastores. Na região do Fundão tem grande importãncia os BOMBOS. A VIOLA BEIROA além das funções de passatempo era também um instrumento cerimonial usado na Dança da Genebres e outras que tinham lugar na festa da Senhora dos Altos Céus, na Lousa, e nas Folias do Espírito Santo de grande importãncia nesta região.</p>
<h3>ESTREMADURA</h3>
<p>Na Estremadura o ACORDEAO, se bem que seja um instrumento muito difundido por todo o país tem um lugar muito especial nos bailes acompanhando o fandango, o passecate, o verde gaio, a contradança, etc. Também a GAITA DE FOLES é um elemento imprescindível dos Círios da região. Em Lisboa tem grande destaque a GUITARRA PORTUGUESA e o VIOLÃO por vezes acompanhado pelo VIOLÃO BAIXO no conjunto do FADO.</p>
<h3>ALENTEJO</h3>
<p>No Alentejo existem três formas instrumentais: TAMBORIL E FLAUTA na região além Guadiana. O PANDEIRO quadrangular e a PANDEIRETA majs a norte da província. Mais a sul a VIOLA CAMPANIÇA como instrumento acompanhador do canto e animador dos bailes da região.</p>
<h3>ALGARVE</h3>
<p>No Algarve além dos instrumentos de tuna e do ACORDEÃO, na região da serra encontra-se com frequência a FLAUTA TRAVESSA feita de cana.</p>
<h3>MADEIRA</h3>
<p>Na Madeira têm grande importância os conjuntos formados pelos instrumentos de corda: a VIOLA DE ARAME, o RAJÃO e a BRAGUINHA e a RABECA ou VIOLINO, que acompanham os cantadores e a dança nas festas públicas que se realizam na ilha.</p>
<h3>AÇORES</h3>
<p>Os instrumentos mais importantes das ilhas dos Açores são as violas com dois tipos distintos: A VIOLA MICAELENSE com a boca em forma de dois corações e a viola TERCEIRENSE com a boca redonda. Ambas se usam em ocasiões festivas a solo ou a acompanhar o canto e a dança, nas romarias, aos serões. Também nas festas do Espirito Santo de grande importãncia em todas as ilhas, os Foliões, grupos de tocadores que acompanham os vários momentos da festa e tocam o TAMBOR DA FOLIA juntamente com o PANDEIRO, fuste de pandeireta sem pele, na ilha de S. Miguel. Nas ilhas de S. Maria, Flores e Corvo o acompanhamento do tambor é feito com os TESTOS, pequenos pratos metálicos que se batem um contra o outro.</p>
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		<title>Programa de acrobacia de F3A</title>
		<link>https://www.studio8a.pt/f3a/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2015 11:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes manuais]]></category>
		<category><![CDATA[Modelismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descritivo de algumas acrobacias realizadas com um avião do tipo F3A. Descrição das Manobras 1- Sequência de descolagem (K=1) O modelo é colocado na pista parado, descola, roda 90º de modo a que se afaste da linha do júri. Depois de definir a saída dessa volta, descreve outra de 270º para o outro lado, a ... <a title="Programa de acrobacia de F3A" class="read-more" href="https://www.studio8a.pt/f3a/" aria-label="Mais sobre Programa de acrobacia de F3A">Ler mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Descritivo de algumas acrobacias realizadas com um avião do tipo F3A.</p>
<h2>Descrição das Manobras</h2>
<h3>1- Sequência de descolagem (K=1)</h3>
<p>O modelo é colocado na pista parado, descola, roda 90º de modo a que se afaste da linha do júri. Depois de definir a saída dessa volta, descreve outra de 270º para o outro lado, a fim de efectuar a passagem com vento de cauda. No fim da passagem deve ser efectuada uma volta de 180º ou qualquer outro tipo de figura de inversão de sentido, à escolha do piloto.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. O modelo não segue a sequência de descolagem, zero pontos.<br />
Nota: Só serão concedidas nesta manobra as pontuações zero ou dez.</p>
<h3>2 &#8211; Oito de nível (K=2)</h3>
<p>O modelo executa uma volta e um quarto de nível, em qualquer sentido até 470º. Neste ponto inicia de imediato outra volta e um quarto, de nível, em sentido contrário, também com 470º, saindo em voo horizontal à mesma altura de entrada e em igual sentido.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Não manter o mesmo nível de voo.<br />
2. Executar os círculos horizontais desiguais.<br />
3. Não executar o ponto de cruzamento dos círculos no mesmo local e nível.</p>
<h3>3 &#8211; Immelman (K=2)</h3>
<p>O modelo sobe e executa meio loop interior e de imediato faz meio tonneau em qualquer direcção, retomando o voo direito nivelado a uma altitude superior à de entrada.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Mudança de atitude durante a execução do meio loop ou do meio tonneau.<br />
2. O meio tonneau não é executado imediatamente a seguir ao meio loop.<br />
3. O meio loop não é feito com raio constante.</p>
<h3>4 &#8211; 1/2 tonneau horizontal seguido de 1/2 ton. descendente (K=3)</h3>
<p>O modelo executa uma rotação de 180º sobre o seu eixo longitudinal após o que inicia uma descida vertical executando em seguida outra rotação de 180º em sentido oposto ao da primeira, antes de retomar o voo nivelado horizontal.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Se as rotações forem diferentes de 180º<br />
2. Se o modelo não desce à vertical<br />
3. Se os meios tonneaux tiverem o mesmo sentido</p>
<h3>5 &#8211; Meio oito cubano (K=2)</h3>
<p>O modelo inicia um loop interior direito e quando se encontra em descida invertida a 45º, executa meio tonneau em qualquer direcção e recupera o voo horizontal nivelado.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Loop não redondo<br />
2. O modelo não está a 45º antes e depois do meio tonneau.<br />
3. Meio tonneau com mais ou menos de 180º de rotação.</p>
<h3>6 &#8211; Tonneau a subir a 45º (K=2)</h3>
<p>O modelo efectua uma subida a 45º,a meio da qual efectua uma rotação completa sobre o eixo longitudinal, em qualquer sentido.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Não subir a 45º<br />
2. Mudar de direcção durante o tonneau.<br />
3. Alterar a velocidade de rotação.</p>
<h3>7 &#8211; Inversão com meio loop interior (K=1)</h3>
<p>O modelo efectua meio tonneau em qualquer direcção, seguido de meio loop interior retomando o voo direito nivelado a uma altitude inferior à de entrada.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Meio tonneau com mais ou menos 180º.<br />
2. Meio loop não redondo.<br />
3. Asas não niveladas durante a execução do meio loop.</p>
<h3>8 &#8211; Tonneau em dois tempos (K=3)</h3>
<p>O modelo executa uma rotação completa sobre o seu eixo longitudinal fazendo uma pausa ao passar ao voo invertido.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Os meios tonneaux não são de 180º.<br />
2. Variar a velocidade antes e depois da pausa em voo invertido.</p>
<h3>9 &#8211; Queda de asa (K=2)</h3>
<p>O modelo sobe à vertical, no topo descreve uma rotação de 180º sobre a ponta de qualquer das asas, iniciando de seguida uma descida à vertical. Retoma o voo horizontal ao mesmo nível de entrada e no mesmo sentido.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Não estar na vertical na subida e/ou na descida.<br />
2. Executar uma rotação no topo da figura diferente de 180º.</p>
<h3>10 &#8211; Três loops interiores (K=2)</h3>
<p>O modelo executa três loops interiores a partir da posição de voo direito e nivelado.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Mudança de direcção durante os loops.<br />
2. Loops não redondos.<br />
3. Loops não sobrepostos.<br />
4. Fazer batimentos de asas durante os loops.</p>
<h3>11 &#8211; Sequência de aterragem (K=1)</h3>
<p>A potência reduzida, o modelo executa uma volta de 180º, de nível ou a descer na pernada do círculo a favor do vento, percorrendo-a, após o que executa uma nova volta de 180º para entrar na pista contra o vento. De seguida, o modelo faz-se à pista com uma razão de descida constante até tocar o solo na zona de aterragem. A sequência de aterragem estará completa após o modelo rolar 10 metros.</p>
<p>Penalizações:<br />
1. Não seguir a sequência de aterragem. Pontuação zero.<br />
2. Recolha de qualquer parte do trem de aterragem. Pontuação zero.<br />
3. Aterrar fora da zona prevista para a aterragem. Pontuação zero.<br />
Nota: sómente duas pontuações podem ser atribuídas: zero ou dez.</p>
<p><a href="https://www.studio8a.pt/wp-content/uploads/2015/11/modelismo.jpg"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-553 aligncenter" src="https://www.studio8a.pt/wp-content/uploads/2015/11/modelismo.jpg" alt="modelismo" width="400" height="850" /></a></p>
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		<title>Os Volts e os Amperes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2015 11:05:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artes manuais]]></category>
		<category><![CDATA[Modelismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho lido diversas mensagens àcerca dos hipotéticos problemas sobre a utilização de packs de 6 Volts nos receptores de aeromodelismo preparados de fábrica para serem utilizados com &#8220;diferenças de potencial&#8221; de 4,8 Volts. Vou tentar explicar de forma acessível a quem não tem conhecimentos de electricidade ou electrónica, como é que funcionam os Miliamperes (intensidade ... <a title="Os Volts e os Amperes" class="read-more" href="https://www.studio8a.pt/os-volts-e-os-amperes/" aria-label="Mais sobre Os Volts e os Amperes">Ler mais</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho lido diversas mensagens àcerca dos hipotéticos problemas sobre a utilização de packs de 6 Volts nos receptores de aeromodelismo preparados de fábrica para serem utilizados com &#8220;diferenças de potencial&#8221; de 4,8 Volts.</p>
<p>Vou tentar explicar de forma acessível a quem não tem conhecimentos de electricidade ou electrónica, como é que funcionam os Miliamperes (intensidade da corrente) e o Volts (diferença de potencial).</p>
<p>Imaginemos uma torneira vulgar das nossas cozinhas, ou uma mangueira plástica de jardim que, quando aberta no máximo, deita uma determinada quantidade de água, que dá para encher uma panela de 2 litros (p.ex.) em 30 segundos.</p>
<p>Se a mangueira tivesse a &#8220;boca&#8221; mais larga (tubo de maior diametro), deitaria maior quantidade de água no mesmo espaco de tempo, e encheria uma panela de 3 ou 4 litros (em vez de 2 litros) nos mesmos 30 segundos.</p>
<p>No entanto, com esta tubagem de maior diâmetro, para encher a anterior panela de 2 litros, seriam necessários apenas cerca de 20 segundos (em vez dos 30 iniciais).</p>
<p>Do mesmo modo, se fecharmos um pouco a torneira (por forma a diminuir o caudal de água), a mesma panela de 2 litros também se enche mas demorando mais tempo, uma vez que a água cai com menos &#8220;intensidade&#8221; (tem menos força).</p>
<p>Vamos chamar a quantidade de água, i.e. diâmetro da mangueira = Volts (diferença de potencial), e a velocidade com que a água sai da mangueira =Intensidade (Amperes, Miliamperes, como quiserem).</p>
<p>Como vimos, quanto menor for o diâmetro da mangueira (Volts), maior será a velocidade (Intensidade=Miliamperes) com que a água tem de jorrar para encher o recipiente no mesmo espaço de tempo, podendo até, em situações extremas, furar ou rebentar a panela. (Nao é para rir !!!)</p>
<p>Se o diâmetro da mangueira (Volts) for aumentado, já poderemos fechar um pouco a torneira e a velocidade (I= Amperes) será menor.</p>
<p>Portanto, se um servo está preparado para, com cerca de 5 Volts (4,8), ter uma determinada força e rapidez de resposta, se lhe aumentarem a voltagem ou a intensidade, ele terá mais força e rapidez de resposta (aumento dentro de limites, pois as mangueiras também rebentam sob grande pressão (Intensidade=Miliamperes, Amperes&#8230;).</p>
<p>É provável que este texto esteja um pouco confuso, mas à segunda ou terceira leitura :-))) talvez consigam perceber o funcionamento dos Volts e dos Miliamperes.</p>
<p>Portanto, é preferível um pouco mais de diferença de potencial (Volts) do que intensidade (Miliamperes) (grosso modo, pois na prática, as situações são distintas, conforme a aplicação).</p>
<p>Se a intensidade (Miliamperes) for demasiada, (mangueira muito estreita, com uma grande pressão de água, p. ex. apertando a ponta da mangueira com os dedos para o caudal de água ir mais longe, podendo até rebentar a mangueira, ou soltar-se da torneira) corre o risco de &#8220;aquecer&#8221; demasiado o pack e o receptor. Isto pode acontecer quando o pack já foi utilizado durante algumas horas consecutivamente, e a dif. potencial (Volts) baixou para menos de 4,4 V (?) ou ainda menos, obrigando a um cada vez maior fluxo de corrente (os tais Miliamperes). &#8211; ( O diametro da &#8220;mangueira&#8221; a estreitar cada vez mais, e o jacto de água a sair cada vez com maior pressão, para &#8220;compensar&#8221; a necessidade de água dentro da panela nos tais 30 segundos, até que tudo se esgota e a torneira já não tem força para deitar água, que entretanto, também já está a acabar na mangueira).</p>
<p>Relembro que esta explicação á apenas para os novatos sem conhecimentos de electrónica, e tem apenas a finalidade de fazer compreender o funcionamento dos packs (com mais ou menos miliamperes). Quantos mais miliamperes tiver o pack, maior será a duração de funcionamento do receptor e servos ( i.e. a panela é maior, leva mais quantidade de água, e demora mais tempo a vazar até se esgotar).</p>
<p>A explicação acima serve também para o carregamento dos packs nos vossos &#8220;incansáveis&#8221; carregadores.</p>
<p>Se carregarem um pack de 4,8V &#8211; 800 mAh com uma intensidade de 80 mAh (no carregador = jacto de água na torneira, neste caso) demoram cerca de 14 H. Se o carregarem a 160 mAh ( o jacto de água na torneira aumentou para o dobro) já só demora cerca de 7 Horas. (No caso dos carregadores, é mais complicado explicar o cálculo do &#8220;diâmetro da torneira&#8221; (Volts). Digamos que o carregador se encarrega de enviar a corrente para o pack, conforme ele for precisando ( Funciona como quando estamos a encher uma panela com água. Inicialmente, abrimos a torneira no máximo. Quando está quase cheia, vamos gradualmente fechando a torneira para evitar não só os salpicos, mas também para evitar que vaze para fora do recipiente.</p>
<p>Nos Carregadores ditos &#8220;inteligentes&#8221; (salvo seja <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/13.0.1/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> ), quando a &#8220;panela&#8221; está cheia, a torneira fecha-se automaticamente (quando o pack está carregado, o carregador desliga).</p>
<p>Agora vamos ao chamado Trickle-charge.</p>
<p>Imaginem que a panela tem um furo minúsculo, que faz vazar uma quantidade mínima de água. A torneira estará sempre a deitar uma pequena quantidade de água por forma a manter o recipiente (pack) cheio (carregado).</p>
<p>Os carregadores mais evoluídos (não me refiro aos que normalmente vêm com os rádios), têm o chamado trickle-charge, que não é mais do estar a compensar constantemente a pequena descarga da maior parte das baterias Ni-Cd. Deste modo, quando se retira do carregador, o pack estará (?) completamente carregado.</p>
<p>Com a constante evolução, já existem outros tipos de pilhas que mantêm a carga durante mais tempo.</p>
<p>Resumindo, não vejo grandes problemas em utilizar packs de 6V (5 pilhas de 1,2V) nos receptores de aeromodelismo preparados para 4,8 V. Pelo contrário, nota-se maior rapidez de resposta e um ligeiro aumento do torque (força).</p>
<p>No entanto, e tal como afirmei no artigo sobre os motores, o melhor é deixar como está ! Talvez nem todos os servos &#8220;aguentem&#8221; uma dif potencial superior em utilização constante.</p>
<p>Bons voos!</p>
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